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Inovação e Criatividade na Gestão - Revista BanasQualidade (Janeiro//2006)
Com Celso Luís Thiede

Em cenários altamente competitivos e com domínio de tecnologias e da padronização de produtos e serviços, inovar e criar para gerar vantagem diferenciada, tornou-se uma constante nas empresas.


As empresas estão enfrentando um grande problema, se não inovam, perecem. E se a inovação não for bem sucedida, o contexto se torna pior ainda. Atualmente as empresas são desafiadas a rever os seus estilos de atuação quase a cada dia, pois a inovação e competitividade dependem mais e mais da capacidade de responder com velocidade às mudanças com criatividade.

Combinar eficiência com efetividade nos processos de trabalho faz parte da função de todos os cargos de uma empresa. A criatividade e inovação são as primeiras que surgem como direcionadoras de um sucesso rentável permanente, ou seja: são competências essenciais no papel das pessoas no desempenho do cargo. Para que estas variáveis caminhem de mãos dadas com outras também importantes, é necessário desenvolver no âmbito corporativo, a gestão de cargos baseada num modelo de competências integrado com os perfis das pessoas.

Na fase de desenvolvimento do projeto de gestão por competências, faz-se necessário definir claramente como estes resultados serão avaliados para o desempenho no cargo e como verificar os perfis de comportamentos e atitudes que trazem vantagens para a empresa. É bom assegurar que um modelo de competências só é positivo quando seus resultados têm um alcance concreto e contributivo para o negócio. Se ele traz benefícios somente para as pessoas, dificilmente será reconhecido pelos acionistas, pois os mesmos atuam num contexto de resultados de maneira objetiva.

As empresas para serem bem sucedidas no programa de gestão por competências, devem garantir quatro ações importantes:

•  Fazer uma profunda reflexão da estratégia

•  Focar nos atributos organizacionais de sucesso e fatores empreendedores

•  Alinhar competências de cargos e pessoas

•  Orientar-se por um modelo de avaliação com revisão contínua

Não são os processos de negócios apenas que devem ser focados, e sim a consciência estratégica da contribuição das ações das pessoas, de cargos e da estrutura de funcionamento da organização em questão. A ousadia e a coragem do empresário atual não está em determinar uma boa estratégia de negócios, mas sim em executá-la à luz da contribuição humana.


Vencedora em 2005

 
 
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